Alguém já ouviu falar desse diretor, produtor e roteirista?
Poucas pessoas realmente ligam o nome dos envolvidos em um filme ao próprio filme. Mas com certeza vocês vão lembrar desses filmes que eu vou falar.
John Huges foi um diretor, produtor
e roteirista muito famoso nos anos 80. Por conseguir tratar bem o assunto
adolescência, ele era considerado o "mestre dos filmes para
adolescentes". Ele conseguia entender e se comunicar com esse público
muito bem e criou clássicos filmes como diretor. Infelizmente morreu em 2009,
mas seu legado ficará vivo e graças à boa internet de cada dia conseguimos acessar alguns
desses filmes que, digo por experiência própria ajudaram a formar meu caráter.
Quem não se lembra desse filme que
passava na época do Natal todo ano. Ele conta a história do
Kevin McCallister (Macaulay Culkin) que ficou sozinho em casa após sua família
ir viajar e esquecê-lo em casa. Nisso ladrões tentam roubar a casa e ele
precisa defender sua casa com as armadilhas mais geniais, enquanto seus pais
tentam voltar para busca-lo. Um filme que até hoje passa fácil na regra dos 15 anos,
continua divertidíssimo. O 2 é basicamente a mesma coisa,
criança/esquecida/bandidos só que na cidade de New York. No 3 já mudam os atores
e é totalmente esquecível. O 4 nem merece entrar nessa lista.
Uma comédia romântica bobinha, onde a
menina se apaixona por um garoto popular e rico e ela sendo pobre está no drama
de escolher entre um playboy babaca ou seu amigo de infância que a ama desde
pequeno. Nada mais que isso, história básica, mas a atriz Molly Ringwald (que era a queridinha dele) entrega sua atuação fofinha o que faz o filme ficar bem divertido. Seu amigo
que é ninguém menos que o Jon Cryer está muito engraçado com suas falas rápidas. Típico filme
adolescente com problemas de relacionamento.
3 - Weird Science - Mulher Nota Mil
- 1985 - (DIRETOR/ROTEIRISTA)
O filme conta a história de dois
amigos, no colégio eles não são nada populares e tentam criar a mulher perfeita
em um computador para ajudar eles. Eles acabam criando a Kelly LeBrock, que na
época era lindíssima, e era tido como um símbolo sexual forte entre os adolescentes. Temos o AnthonyMichael Hall bem novinho e engraçado, fazendo um dos nerds que ajudou a criar
ela. Ela os mete em diversas confusões para conseguir deixar eles populares, a
cena da festa na casa dele é sensacional.
Esse poderia ser o filme que
ocuparia a primeira posição pra mim se o próximo não fosse uma obra de arte. O
Clube Dos Cinco nos faz se identificar com pelo menos um de cada adolescente
nesse filme. Temos o nerd, o capitão do time da escola, a estranha, a
patricinha e o rebelde. Todos presos em uma detenção no sábado cada um por seu
motivo específico, que no decorrer do filme vamos descobrir o que eles fizeram.
Começamos o filme tal qual da mesma forma que eles começam, se julgando, e à
medida que eles vão conversando e arrancando as camadas de seus estereótipos,
vamos descobrindo mais sobre a vida deles. Eu quando apresento esse filme para
amigos falo que se trata de uma "terapia em
grupo", pois é isso mesmo que acontece. No final eles falam coisas que nos fazem
refletir nossa própria vida. A trilha sonora também é sensacional, existe uma
música que toca no começo do filme, mas quando chega ao ato final eles repetem
a música e você percebe que ela faz todo o sentido com a jornada que
vivenciamos.
OBVIAMENTE esse seria o primeiro
lugar no rank de filmes dele. Se tratando de um legado criado especialmente
para os adolescentes e o mundo que o cercam, esse é o filme mais aclamado de
sua carreira. Ele conta a história do Ferris Bueller (Matthew Broderick), que decide enganar seus
pais fingindo-se de doente para faltar à aula. Ele mostra todas as artimanhas
que criou para conseguir isso, desde apagar suas faltas no sistema do colégio a
conseguir fugir do diretor que está a sua cola. Ele envolve sua namorada nesse
plano e com ela buscam seu amigo que está realmente doente. Juntos eles vão
curtir um dia com muita confusão com direito a um número musical no meio de uma
parada (palmas para essa cena que é FODA!). Um filme que definitivamente resiste à barreira dos 15 anos, ele
continua divertido, com um toque de nostalgia. Esse filme passava semana sim,
semana não na sessão da tarde, acredito que as pessoas que ficavam as tardes em
casa como eu, têm ótimas lembranças sobre esse filme.
Esses são os cinco melhores que eu
acho sobre o John Hughes claro que tem vários outros filmes, porque ele não
apenas foi diretor, mas ele era roteirista de diversos filmes dessa época,
especialmente os voltados para o público adolescente.
E você qual seu filme favorito
dele? Deixe ai nos comentários.







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